Saturday, March 10, 2018

~


vieira
2018

~

de regresso a casa
a este espaço silente
em que sou eu só 
sem expectativas 
nem retornos

a este sonho 
que reinvento 
sem aparas

ao ser-me
agora
de novo
sem saber
quem fui

esqueci-me
de tudo
do todo 
a que me dei
inteiramente

se grande
tiver sido
o pouco 
do que fui 
por inteiro

terá sido
naquele 
dar-me
constante 
humilde
(e)terno 

naquele 
estar
verdadeiro
e pleno
consumido
pela verdade 
de outros olhos
de outros modos
de entender 
a vida

por agora
não sei 
como
sobreviver
a este 
regresso

a esta
casa
estranha

silente

sem 
retorno

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