Tuesday, August 20, 2019

Tuesday, June 18, 2019

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 coruche 2019

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E é na tua ausência que me revisito, só. Nada de novo por aqui. Apenas uma saudade imensa, um perder-te constante, a cada gesto, a cada olhar recusante. Perco-me na imensidão deste sentir vasto e sempre quérulo, porque me falhas, porque me faltas. Tudo se resume a um vazio imenso, a um abraço imenso que te não posso dar. Tenho sempre saudade. O tempo, pudesse o tempo aproximar-nos, equalizar a distância que nos afasta. Pudesse eu dizer-te tudo isto, assim, sem meias-palavras, sem mundo além de nós. E em tudo isto, em todo este afastamento, és intensamente grande na presença, no espaço que é teu apenas, sempre teu. Não há esperança maior do que o tempo, restando, por entre as folgas deste viver confuso.

Wednesday, March 13, 2019

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Não tenho muito, nem saber, nem sonho, nem esperança. Vivo do sentir restante. Do que outrora de bom em mim poderá ter tocado alguém. Não tenho memória do que fui, nem saber do que estudei ou fiz (fazia) sem esforço. Sou vazio, total e absoluto. Corpo que se move, incessantemente, em direcção a nada. Guitarra que foi som. Mão que palpou, ouvido que escutou outros murmúrios, outros sentires. É difícil viver assim, sempre em dor, em desesperança. Vivo do amor restante, do pouco mar que ainda é mar. E no princípio, mesmo sem nome ou razão, tenho tudo aquilo de que preciso para ser feliz. Mas não encontro, não te encontro.

Saturday, March 2, 2019

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O mundo desperta com a luz da manhã. Há uma vida lá fora, cumprindo-se em contínuo, sem que a nossa pressa, sem que o nosso desespero e intransigente inquietude a perturbem.

Há um campo vasto de luz, lá fora, e o odor fresco, verde, salgado, que se não pode atingir. Distam os nossos tempos, as nossas cores contrastantes, as nossas angústias, os nossos silêncios estridentes e vastos. Procuro-te, incessantemente, nesta manhã, nesta dor constante que é sentir-te, estando, só.

Não muito distantes, há dois apelos que por mim chamam e saltam e explodem de alegria quando a meu lado. Mas tudo pesa, e nem essa energia vital e brilhante e verdadeira, nem aquele amor que se não exprime por palavras inteligíveis, poema de um vocabulário próprio e essencial, nem este abraço garantido, nada substitui o sentido ausente.

Procuro sem direcção aquilo que não sinto. Porque há, sei que existe, alguma coisa maior, uma essência que se agita acima de todas as coisas do quotidiano normal, de qualquer intento, de qualquer domínio que se possa controlar por gestos ou palavras secas.

E entre mim (entre nós) e o universo resplandecente e claro que se não alcança, há um vale imenso e oscilante, uma dor que corrói e persiste, uma saudade imensa e intransponível. Nem a música, a música.

Monday, February 18, 2019

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É tão simples, o teu sorrir. E o ânimo com que fazes as tarefas normais do dia. E a cor que as coisas simples em ti despertam. Vives bem contigo, assim, no teu dia-a-dia normal e feliz. E é tão bom sentir essa tranquilidade indefinida. É tão certo sentir que estás bem em ti. Tão certo.

Tuesday, February 12, 2019