vieira
2018
2018
~
de regresso a casa
a este espaço silente
em que sou eu só
sem expectativas
nem retornos
a este sonho
que reinvento
sem aparas
ao ser-me
agora
de novo
sem saber
quem fui
esqueci-me
de tudo
do todo
a que me dei
inteiramente
se grande
tiver sido
o pouco
do que fui
por inteiro
terá sido
naquele
dar-me
constante
humilde
(e)terno
naquele
estar
verdadeiro
e pleno
consumido
pela verdade
de outros olhos
de outros modos
de entender
a vida
por agora
não sei
como
sobreviver
a este
regresso
a esta
casa
estranha
silente
sem
retorno


