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Showing posts from March, 2018

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A amizade. Aquele sentimento bom, feliz e livre. Livre de convenções, de barreiras, de segredos, de constrangimentos.  Aquele estar, amplo e leve, apenas por estar, não importa o que se diga. Aquele querer sempre estar, aqui, além, do infinito ao ante finito, que é o pouco tempo que nos resta.  Aquele amar sem vergonhas, sem rodeios, sem medos. Aquele gostar que aumenta sempre, sem que nos importem as contrariedades, nem as venças e desavenças, desfeitas num abraço sentido. Por isso, por ser tão verdade, a amizade não tem fim nem hora marcada para o regresso.  A amizade é um reencontro constante, é brisa doce que ondula ao verde-mar do campo, da terra perfumada.  A amizade é sermos humanos, é sabermos que somos falhos e imperfeitos, é reconhecer os nossos erros e os dos nossos irmãos-amigos, e recebê-los com delicadeza, compreensão e respeito.  Porque nesta vida andamos todos a aprender, todos, sem exceção.

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vieira 2018 ~ de regresso a casa a este espaço silente em que sou eu só  sem expectativas  nem retornos a este sonho  que reinvento  sem aparas ao ser-me agora de novo sem saber quem fui esqueci-me de tudo do todo  a que me dei inteiramente se grande tiver sido o pouco  do que fui  por inteiro terá sido naquele  dar-me constante  humilde (e)terno  naquele  estar verdadeiro e pleno consumido pela verdade  de outros olhos de outros modos de entender  a vida por agora não sei  como sobreviver a este  regresso a esta casa estranha silente sem  retorno

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Óbidos Fevereiro 2018 ~ circula o tempo  mas o espaço  permanece e nesse  movimento errático disestésico nessa presença dolente e (in)constante é primeira  a mágoa triste da saudade sempre tácita e rugosa antes das coisas e motivos e cores que se assomam aos dias desconexos e vastos desta viagem  sem onde existir na certeza final de que tudo finda seja para quem for  naquela mesmíssima  hora derradeira naquele lugar  desvalido despertar  com essa verdade que por ser verdade magoa  com a força toda das pedras contra o mar em que me espalho  e extingo é sem sentido e neste azul  de desencanto nesta luz matinal desvanecente não  encontro  motivo além  daquele universal que nos encanta e trai motivo  que  em nós  falta quando nos escapa a verdade e o que resta  é um sent...

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costa  Fevereiro 2018 ~ queria dizer a palavra amo a ti  e ao mundo  pois quando  amamos  amamos alguém  e ao mundo  todo  que nos ama queria dizê-la em silêncio e no  silêncio  ouvir ouvir-te dizer o nome de todas as coisas do mundo queria amar  assim amar-te perdidamete como naqueloutro poema-vida que não escrevi e em tal  vazio-  -libertação  plena da ausência ser sermos com a força toda da razão de sermos