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na orla escura
espúria
dos teus dedos
encrustados da faina
e desespero
pendentes
dos teus braços
másculos e viris
repousando
como torsos de pedra
sobre o visco-mármore
do álcool
que embala e aquece
o esquecimento
uns olhos
seráficos
seráficos
de criança
e o olhar
de espanto
de espanto
que é vazio
e fome
e fome
de ninguém





