Irrascível como a revolução
Grito como jovem
Nesta sociedade de retalhos
De débeis e ofegantes músculos
Asfixiados no suor do trabalho!
Onde anda a irreverência
Escassa complacência
Para a vanguardista podridão
De silicone nas mamas
De dividas a tocar no chão?
Onde anda a luta
Amigo de copo na mão
Que só sabes dizer filho da puta
Pensar... isso não?
Onde anda a inovação
Originalidade comprada
Pela publicidade... televisão?
Onde anda a incorruptível pureza
Imberbe loucura
Sem egoísmo nem ambição?
Que verdade é esta
Em que o vazio arde
Como charros em depressão?
Que juventude de metal
Procuramos criar
Num árduo rock
De ícones de café...
Num rio in
Por onde já morto entra o rock?
Que portugal é este
Que liberdade é esta...
Senão alucinação?
Já não há expressão
Hoje tudo é opinião...
Criação? Perfeição?
Abençoada excepção!
Venham as causas
Para ressuscitar a multidão
Jovem... liberta-te da imitação
Utiliza a imaginação
E livre de manipulação
Compõe a tua nossa canção de Abril...
Sempre!

