Quando adormeces e acordas sem ninguém a teu lado além de ti e
da tua cabeça e voz pesadas.
Quando na vida és de todos menos de ti, e sonhas
sempre com aquilo que não está errado ante os teus olhos fixados num mundo justo
e perfeito, que não existe.
Quando depois de tudo isso vem a fome, o sem tempo
para comer porque tudo e nada esperam por ti, o sem tempo para sentir o tempo, o
lugar que ocupas sem estares nele.
Quando consomes todos os teus músculos e sorrisos.
Quando
desesperas porque a felicidade não esperou por ti.
Quando te falha um abraço que deixas por dar a quem de ti espera um beijo terno, mesmo que sem nome, sem
motivo, sem ideia, sem solução.
Quando dás por ti e não és nada, nunca foste.
Quando o presente já não te pertence e o
futuro não existe.
Quando de tristeza, só, tristeza, se faz o momento.
O que fazer, o
que fazer.
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