que fazemos nós
aqui
que arrogância
e determinação
são estas
que nos empurram
para o abismo
de nós mesmos
que dizemos nós
no silêncio
mutualístico
em que vivemos
tranquilos e sós
que mundo
é este
sem espaço
para amar
serenamente
levemente
docemente
nuamente
que vazio este
ruído de gente
passando
como coisa
como coisa
coisas
que nos ferem
(não mais
do que a
palavra ausente)
amo-te
absoluto inefável
tristeza
imensa e inútil
amo-te
sem princípio
sem nome
no fim de tudo
o que não serve
no recomeço
de um dia
qualquer
(...)
(...)
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