coruche 2019
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E é na tua ausência que me revisito, só. Nada de novo por aqui. Apenas uma
saudade imensa, um perder-te constante, a cada gesto, a cada olhar recusante. Perco-me na imensidão deste sentir vasto e sempre quérulo, porque me falhas,
porque me faltas. Tudo se resume a um vazio imenso, a um abraço imenso que te
não posso dar. Tenho sempre saudade. O tempo, pudesse o tempo aproximar-nos,
equalizar a distância que nos afasta. Pudesse eu dizer-te tudo isto, assim, sem
meias-palavras, sem mundo além de nós. E em tudo isto, em todo este
afastamento, és intensamente grande na presença, no espaço que é teu apenas, sempre teu. Não há esperança maior do que o tempo, restando, por entre as folgas deste viver
confuso.

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