ressurgir-me
porque
porque
lá fora
há um sol
e um mar
consumir-me
pela dúvida
pela dúvida
que é nossa
só
não há sentido
possível
possível
nem resposta
para a vida
que começa
e acaba
síncrona
não há expressão
alegre ou triste
alegre ou triste
num corpo
arrefecido
somos
o que vamos
o que vamos
sendo
o absoluto
intangível
intangível
que procuramos
entender
são as nossas
limitações
a eternidade
não existe
não existe
senão
no egoísmo
nosso
de querer
deter
a vida
a termo
próprio
suspender
o cair
das folhas
secas
fixar o verde
dos campos
os troncos
cansados
é preciso
inexistir
inexistir
para que
as flores
despontem
e os pássaros
cantem
o dia novo
partir
é um sopro
é um sopro
que se extingue
em nada
somos
amar breve
e imperfeito
amar breve
e imperfeito
e o sol
e o mar
não esperam
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