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coração
cidade triste
aonde habita
a tua infância
fértil
e os sonhos
de um outrora
inconscientemente
feliz
céu espesso
de silêncio
talisca de luz
pendente
do teu olhar
sorriso
sírial
que em ti
não pode
porque é cedo
demais
mas a fome
não espera
palavra
que não temos
já
sombra (in)confidente
de nós
pensares irmãos
que se não confrontam
embalo submisso
à vontade
dos que
amando-te
subjugam
a verdade
rude
do teu corpo
cansado
de calar
espelho-medo
da necessidade
ímpia
de querer-te
aqui
perto de nós
desamor
pela dor
que não termina
cais triste
e alegre
de onde
partirás
em breve
rumo a
outros
sóis
manhã
azul
luz
sempre
clara
que é
ao fundo
do desejo
de ir
ir
