Sunday, April 28, 2013
Friday, April 26, 2013
~
retirada de www.olhares.com (link do autor)
~
o refrão
é tão antigo
quanto o homem
.
o fazer obrigatório
a força premente
contra o que
não apetece
é esquiva
ao canto claro
da manhã
respirável
sã
.
por isso
cantamos
em coro
aquilo que
o coração
não sente
desprezamos
ao acaso
os sonhos
que se não
cumprem
além
pensamento
e calamos
sempre
a verdade
reprovável
porque a sós
nos negamos
neste mundo
habitado
pelo silêncio
.
é preciso
força
para sorrir
ainda
motivo
para correr
sem onde
além
do amor
parental
que sendo
porque é
já antes
assim
permanece
e resiste
subjugado
ao erro
intempestivo
do outro-nós
revolto
em palavras
duras
.
soubéssemos
nós
assumir
esta verdade
superar o esforço
ininteligível
de partir
em conformidade
alheia
recusar oferendas
descrer
de promessas
falhas
abdicar em massa
e sem ressentimento
do fausto-bem
sentir a
angústia-irmã
da nossa
estender-lhe
a alma toda
conceder-lhe
o abraço
da solidão
partilhada
sermo-nos
sem reserva
no limite
da nossa
insignificância
.
viver
cansa
e dói
sempre
em expectativa
quando a
construção
fictícia
do ser feliz
é impossibilidade
primeira
.
refrão-homem
da certeza
Inexistente
(…)
~
retirada de www.olhares.com (link do autor)
~
sentir o frio
que aperta
mais
quando
estamos
estamos
sós
cruzar
o caminho
que algures
no tempo
pareceu
verdade
e olhar
de frente
os motivos
que negamos
além
do aceitável
em nós
descobrir aí
a verdade
nula
que somos
os sonhos todos
desmontados
em peças
a nossa alma
empobrecida
.
a vida pesa
tanto
.
feliz o pensar
que nos
vai levando
aonde
não podemos
chegar por nós
e à solidão
partilhada
e surda
que perfilhamos
em desrazão
contínua
.
mas
recorda-te
recorda-te
que não somos
pedra
e que
no vazio-limite
na exaustão
do sentir
existirá o amor
primeiro
lugar claro
aonde a motivação
dispensa oferendas
.
faz frio aqui
.
por isso
espero-te
como sempre
no terminal
de partida
à hora incerta
do reencontro
de nós
.
procuro(-te)
nos rostos
que passam
o sorriso
por que
acredito
ser possível
e válido
viver
ser possível
e válido
viver
o abraço
são e forte
que me falha
.
assim passamos
pelo tempo
.
.
ponteio
irregular
.
.
em espera
Saturday, April 20, 2013
~
retirada de www.olhares.com (link do autor)
~
não sei
de que era
outra
aonde sóis
e geadas
nos sorriam
ao poente
brando
da tade
da tade
e o silêncio
de oiro
era canto
cadente
sobre o trigo
,
,
recordo-me
de ti
estranha
à cidade
escorchante
aonde nasci
tarro vazio
sem onde
já sem mim
,
,
sinto-te
no afago
doce
das tuas
mãos
e ao embalo
quente
e terno
do meu choro
apaziguado
.
.
feliz
o reencontro
de nós
naquela
infância
naquela
infância
Friday, April 19, 2013
~
traz-me um abraço
um limite de vida
sem palavra
além do aqui
traz-me contigo
o calor-afago
de saber-te
verdade
ó noite
porque és
tão presente
calada
nem já o dia
te responde
Wednesday, April 17, 2013
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