Monday, December 10, 2012

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foto retirada de www.olhares.com (link do autor)

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mas que rosto
é este
transfixo
que me olha
no vazio-reflexo
e sonolento
da manhã

que adorno
é este
que sou eu
e a casa
toda
sobre mim
e o peso
de não ser
o que de humano
fora desejável
quando sobre
as cores
de Novembro
me puseram
 um nome
e um beijo
fontanelar
de esperança
(in)consumada

que engano
é o sorriso
lépido
e breve
que me não contesta
no sentir amargo
de um mundo
que se não ama
além dos espelhos
todos
sonolentos
da manhã 

(...)

 

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