Tuesday, December 25, 2012

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foto retirada de www.olhares.com (link de autor)

~

no final
tudo se depõe
triste
inconsumado
e o amor
que procurámos
pela distância
é em si
mais débil
e intransigente

chego tarde
ao reencontro
de nós
e o sol poente
sobre o mar
que aqui nunca
existiu
é memória
indistinta

recordo-me
do tempo
em que éramos
um só
e a angústia
em nós
era laivo
temporário
e rebelde
sobre
a color-imensidão
das estrelas

mas agora
tudo é claro
e difícil  
ante a
impossibilidade
permanente
de sermos
EU
no avesso
das leis
por que vivemos
em massa
e sem sentido

dói-me tanto
a alma 
insignificante
que transito
sem hora
nem limite
para o sentir-sorriso
que ninguém vê

-

corpo 
ainda quente
este
que ama
e resiste

em solidão
e já sem mim

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