casa
Barcelona 2012
*
onze horas
de um presente
que não existe
e tardas
de um tempo
que é só tempo
onde de ti
veleidade
desconhecimento
absoluto
do que é ser feliz
dói-me o corpo
onde estás
e a alma toda
pesa-me a descrença
por que fontes
escorres
absoluta
e o mundo todo
onde a tua sombra
é sem sentido
onze horas
e há gente que passa
ausente
trémulo
o meu corpo
e o som
de uma guitarra
longe
por que calhe
larguei o meu corpo
vazio
toca a solidão
estou só
e o fausto das cidades
que são grandes
porque grandes
apenas
onde de ti
e os prédios
as sombras
os escombros
existirás
além de mim
os rostos sem olhar
que ignoramos
do pensar-te
a impossibilidade
de sermos homens
do amar-te
simplesmente homens
a sós de tudo
livres
do recusarmos
juntos
as vontades
que nos não pertencem
para sonhar
é já manhã
e nada acontece
para sonhar
é já manhã
e nada acontece
nada além de ti
que não existes
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