Sunday, April 22, 2012

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houvesse em ti

motivo algum
que denunciasse
o silêncio
em que ficámos
e o sentir
consonante
que tudo dista
e perde em si
a verdade última
por que somos
homens
e não coisa
inanimada

fossem o canto
do quarto
a esquina que se
afigura sorte
o beco escuro
de náusea
e vómito
embriagado
de incertezas
o sorrir débil
e esquizóide
de um corpo
magro e curvo
que corre
sem sentido
ao frio-nu
da manhã
que não começa
motivo bastante
para (re)conjugar
o verbo amar
no pretérito
daquilo que
nos não bastou
para o sabermos

.

fosse real
o azul do mar

(...)

1 comment:

Ana said...

o azul do mar é real... basta querer ...

Saudades e um beijo