
foto retirada de www.olhares.com (link)
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ali é o sol
aclarando
os montes
e as gaivotas
que no céu
despertam vida
e cantam o som
mastro do vento
que é esperança
e força transpondo
todas as manhãs
recordo(-te)
ao entardecer
quente de memórias
e esboços de outrora
quando lépida
a noite cintilante
e boreal o calor
do teu sorriso
resisto(-te)
à tua ausência
oculto ao sentir
as palavras
que foram tuas
e os gestos
e o olhar distante
que não são teus
mas que foram de ti
procuro(-te)
em tudo quanto
não fosse verdade
motivo ou desengano
que explicassem
a repulsa
com que a custo
me (não) toleras
talvez a falha
seja em mim
no meu modo
desajeitado de ser
na voz imberbe
que se não cala
no corpo vivo
que corre
e se não cansa
e se não cansa
no amor furtivo
que te não revelo
senão pelo gesto
e pela verdade
que não entendes
-
sofri
por não saber
quem és
mas hoje
é azul
o dia claro
que renasce
mas hoje
é azul
o dia claro
que renasce


