Saturday, November 20, 2010

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foto retirada de www.olhares.com (link autor)

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frágil

o silêncio
das conchas
quentes
e o crepitar
distante
de um verão

ausente

frágil
a brisa
boreal
e o mar
que é noite
e espelho
do que somos

nada

frágil
a força
máscula
de estar
sendo
a esmo
incerto

em solidão

frágil
a vida
que se não
vive
e o corpo
inerte
que sofre

em desrazão

frágeis
vão

as ondas

do mar

1 comment:

Ana said...

Tão frágil como fortes são as ondas das tuas palavras!

Saudades eum beijinho, Isabel.