ameia- 2009
Eu sou aquela que não cumpre
o silêncio livre, o sorriso indeciso;
sou o brilho-olhar que se não esconde
no cumprir de um desejo antigo.
Eu sou a voz que dorme ardendo
de imposto-sentir, sentir-se vivo;
sou o agir apaixonado e livre
suspenso das palavras que te não digo.
Eu sou aquela que não vence
o travo amargo da desilusão;
sou um sentir que não consente
o servo amor imposto p'la razão.
Eu sou aquela que por amar corre,
por amar mesmo que em vão;
sou a verdade que em mim morre
quando dentro em mim digo que não.
Eu sou o sorrir disforme, abrupto,
torrente de meu corpo em convulsão;
sou todo o amor suave e puro
fremindo silente em solidão - por ti.
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