senda
2009
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E o que fazemos é tão pouco. Pouco como a mesquinhez entrelaçante de nossas vidas; como a desfaçatez de nossos actos iludindo a paz-consciência em nós.
Não sei que inércia é esta que nos ganha, nem tão pouco se inércia será o torpor que em nós se entranha.
Sorrimos na força sem vontade de nossos lábios palrantes; corremos na pressa sem razão, à mingua de um pouco mais de espaço: espaço incerto por cumprir; caminho inteiro de estilhaço, que é todo o nosso corpo a resistir.
Pergunto-me - onde do amor? - no coração que carrego. Coração mudo que um dia em mim foi cego de tanto bater por quem; verde pétala de amor puro turgescendo de esperança ante estranho mundo aquele que lhe restara.
Mas agora tudo cansa, e em mim nada alcança o sentir que na desmesura do tempo estranhou.
Sem resposta, vasculho imberbes fragmentos de verdade; pedaços de companheirismo, de amizade; lágrimas confidentes de saudade extinguindo-se na memória.
Assim procuro e assim parto ao reencontro em nós.
1 comment:
Olá! :)
Já bastante tempo que não falo contigo! Que tens andado a fazer?
Escolheste Hematologia como especialidade? Acho muito interessante!
Por acaso preciso de ir a um hematologista daqui a uns meses...
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