
Foto retirada de www.olhares.com (link autor)
Recurvada sobre quadris de lenho doce,
desconjurando por bondade os anjos maus
e sorrindo aos homens que embalaste no ventre,
e que sublimaste no esguio afago dos teus dedos,
sorris basculante à flor melânica desse brilho-olhar de mãe,
de mãe-avó, de mãe de todas as mães, mãe-irmã, mãe de nós.
E dançando indulgente ao canto mutilado da fome,
subvertendo o dorso diáfano à batuta do tempo que te maltrata,
gemes silente no leito pétreo e gelado do esquecimento,
sem sonho algum que de ti se alevante ou revolte,
convulsando em acessos kochianos de dor cálida e plangente
múrmuros desejos alastrando-se sob a capulana solidão.
desconjurando por bondade os anjos maus
e sorrindo aos homens que embalaste no ventre,
e que sublimaste no esguio afago dos teus dedos,
sorris basculante à flor melânica desse brilho-olhar de mãe,
de mãe-avó, de mãe de todas as mães, mãe-irmã, mãe de nós.
E dançando indulgente ao canto mutilado da fome,
subvertendo o dorso diáfano à batuta do tempo que te maltrata,
gemes silente no leito pétreo e gelado do esquecimento,
sem sonho algum que de ti se alevante ou revolte,
convulsando em acessos kochianos de dor cálida e plangente
múrmuros desejos alastrando-se sob a capulana solidão.