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Foram e são tantos os poemas,
Tantos e tantas as palavras
Ressoando no clamor das horas,
Horas que da noite trazem o silêncio
Tantos e tantas as palavras
Ressoando no clamor das horas,
Horas que da noite trazem o silêncio
E do dia, globoso e cheio, a solidão.
Escuto além, dali, revérberos de alma,
Ecos de gente apelando ao gesto despojado e livre,
Vocábulos diluindo-se na glabra vastidão do sentir,
Signos pontuando o que só o sonho [tornado poema] consente.
E amo, amo docemente tudo quanto sinta,
Tudo quanto em mim desperte o pensamento escrito,
Tudo quanto de mim [de nós] insurja a força e a esperança:
Amo o agir que das palavras se anima e em si renasce;
Amo os fundadores do vazio, os delatores do tempo gasto;
Amo a lúcida intransigência do criador,
A renúncia refulgente que ao génio se impõe;
Amo a verdade que do verso explana a vida;
Amo a vida que em verso destitui a saudade.
Fui e sou tanto dos poemas,
Tanto e tanta das palavras lidas
Ressoando no clamor das horas.
Escuto além, dali, revérberos de alma,
Ecos de gente apelando ao gesto despojado e livre,
Vocábulos diluindo-se na glabra vastidão do sentir,
Signos pontuando o que só o sonho [tornado poema] consente.
E amo, amo docemente tudo quanto sinta,
Tudo quanto em mim desperte o pensamento escrito,
Tudo quanto de mim [de nós] insurja a força e a esperança:
Amo o agir que das palavras se anima e em si renasce;
Amo os fundadores do vazio, os delatores do tempo gasto;
Amo a lúcida intransigência do criador,
A renúncia refulgente que ao génio se impõe;
Amo a verdade que do verso explana a vida;
Amo a vida que em verso destitui a saudade.
Fui e sou tanto dos poemas,
Tanto e tanta das palavras lidas
Ressoando no clamor das horas.
