
Da escrita faço um grito,
Como do silêncio um dia feito.
E peço, peço ao choro que cale esta angústia,
Estertor de tristeza que me consome, sonho desfeito.
Também a mim falta a luz de uma estrela,
Motivo por que corro e sofro, desaire mordente de não vê-la.
Do corpo faço alma,
Como do silêncio a dor sentida.
E no ímpeto revolto da incompreensão,
Desta impossível certeza onde extinta a razão,
Lanço conjuras irascíveis, palavras irreflectidas
Ecoando nos domínios da ilusão que nos embala e mente.
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