Ecoava nos recantos do espaço, num murmúrio de abóbadas que ressoavam cada nota com a veemência de um primeiro encontro. Como, no ímpeto da raiva, no limiar do cansaço, pode a música atenuar a angústia do ser. É nela que se esconde a réstia de amor perdido no âmago deste espírito revoltado. “Morre-se de ter uns olhos de cristal, morre-se de ter um corpo, quando subitamente uma bala descobre a juventude da nossa carne acesa até aos lábios”, morre-se de ser fiel ao propósito da vida, morre-se porque se é.
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