
E no vazio do pensamento
Presa à memória que não vem
É o corpo que me guia
São os dedos
Que no final de tudo ficam
Movendo-se neste vazio
De esquecimento
Quis o dia que a noite perdesse a alma
Mas o seu rosto permanece
Nas ânsias nos desejos
Para sempre perdidos em mim
Vontade que o corpo não permite
Liberdade que o tempo limita
Amor que não alcanço
E no vazio do pensamento
Presa à memória que não esquece
Sinto a confusão fremente
Deste ser que mente
Sempre que te ouve passar
Música eufémica, outorgada
À constante impossibilidade de amar
A vida!
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