Pressinto no seu som nostálgico
A angústia do que ficou por dizer
E no estridor cruento metálico
O choro trémulo do seu tanger
E escuto…
O reverberar de notas perdidas
Que vibram ao luar
Canto de palavras sentidas
Reflexos do seu olhar
E sinto…
O arrepiar premente da melodia
Escoando pelo esconso do telhado
Dissipando-se no fulgor da maresia
Num beijo etéreo apaixonado
O fado ressoa em todas as esquinas
Desta cidade de noite e de mar
E no plangente murmúrio das colinas
Escuto uma guitarra a trinar
Pressinto no seu som nostálgico
A angústia da solidão
E no estridor cruento metálico
O grito revolto da sua condição!
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