Queixamo-nos nós do pão que não têm
Os que sorrindo perdem a infância bulindo
Cercados de uma miséria esquecida e ignorada,
Destinados ao sofrimento e a uma injusta caminhada!
De tranquila consciência regressamos a casa,
Nem sequer pensando na difícil subsistência
Daqueles cuja martirizada e inglória vivência
Prima pela inexistência de um simples tecto!
Alegremente caminhando por um passeio
Sem minas, raramente nos lembramos
Daqueles que, inocentemente brincando,
Num simples passo perdem as suas vidas!
Impunemente desvalorizando as roupas
Que não vestem os que delas tanto precisam,
Desfilamos nós ao sabor da moda supérfula
Indiferentes, egoístas, egocêntristas!
Esbanjando protecção e afecto,
Banalmente beijamos e somos beijados,
Esquecendo a importância de tão simples actos que,
Ainda que por uma só vez, fariam sorrir uma criança!
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