Ancestralmente castrados
Vivemos cercados
Pelos muros desta cidade
De luz e sombra flamejante
Volúpia que enternece
Esta dor arguta lancinante
E no limbo desta noite clara
Escuto apenas o silêncio
Ausência descarnada
Sobre aço e pedras de suor
Que escoa na fuligem
De uma esquina qualquer
Assim vivemos sitiados
No mais despótico dos tempos!
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