Thursday, March 20, 2008


Ancestralmente castrados

Vivemos cercados

Pelos muros desta cidade

De luz e sombra flamejante

Volúpia que enternece

Esta dor arguta lancinante


E no limbo desta noite clara

Escuto apenas o silêncio

Ausência descarnada

Sobre aço e pedras de suor

Que escoa na fuligem

De uma esquina qualquer


Assim vivemos sitiados

No mais despótico dos tempos!

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